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Autonomia energética no campo e na indústria: como o Evergrid ajuda a reduzir custos com energia

Autonomia energética no campo e na indústria: como o Evergrid ajuda a reduzir custos com energia

No agro e na indústria, a conta de energia pesa principalmente por dois fatores: o consumo acumulado, medido em kWh, e os picos de demanda, medidos em kW. O Evergrid é um sistema de armazenamento de energia do tipo BESS, sigla para Battery Energy Storage System, desenvolvido para reduzir esses picos por meio de peak shaving, também chamado de controle de demanda, além de garantir backup em horários crível.

De forma simples, o Evergrid funciona como uma “caixa d’água elétrica”: armazena energia quando a condição é mais favorável e entrega potência quando a operação mais precisa, ajudando a reduzir custos, aumentar a confiabilidade e tornar o uso da energia mais previsível.

Redução de demanda

O sistema atua para limitar os picos de potência vistos pela concessionária, reduzindo o impacto da demanda contratada na fatura.

Backup inteligente

As baterias podem sustentar cargas críticas em janelas de instabilidade, horários de ponta ou falhas no fornecimento.

Gestão de energia

O EMS coordena quando carregar, descarregar e preservar reserva de energia conforme a estratégia operacional definida.

 

Por que falar de autonomia energética agora?

Quem produz no campo ou no chão de fábrica convive com variáveis que nem sempre estão sob controle: clima, preço de insumos, logística, sazonalidade e disponibilidade da rede elétrica. Energia, no entanto, não precisa ser mais um fator de incerteza. Em operações agroindustriais e industriais, uma interrupção ou um pico de demanda mal gerenciado pode afetar ordenhas, silos secadores, linhas de envase, câmaras frias, sistemas de bombeamento, compressores e automações críticas.

A autonomia energética consiste em produzir, armazenar e gerenciar energia de forma mais inteligente, reduzindo custos e mantendo a operação segura. Nesse contexto, o Evergrid combina baterias de íon-lítio LiFePO4, inversor bidirecional e controle inteligente para entregar energia nos momentos de maior necessidade.

Analogia simples

Imagine que sua instalação elétrica é uma rede de água. A concessionária é a adutora, o Evergrid é a caixa d’água e os consumidores são as torneiras: motores, bombas, chillers, compressores e equipamentos de processo. Quando a rede cobra mais caro ou não consegue atender bem o pico, o sistema armazenado complementa o fornecimento e evita que a operação exija potência demais de uma só vez.

Os dois fatores que mais impactam a fatura

Consumo em kWh

É a energia efetivamente utilizada ao longo do tempo. Representa o volume total consumido pela operação durante o mês.

Demanda em kW

É o maior pico de potência registrado em determinado intervalo, normalmente de 15 minutos. Mesmo que o consumo mensal não aumente, um pico alto pode elevar o custo de demanda.

 

Conceitos essenciais para entender o sistema

Antes de analisar o funcionamento do Evergrid, é importante compreender alguns termos usados em projetos de armazenamento de energia, controle de demanda e backup operacional.

TermoSignificadoExplicação prática
kW Quilowatt Potência instantânea. É a força do “jato” elétrico em determinado momento.
kWh Quilowatt-hora Energia acumulada ao longo do tempo. É o “volume” de energia consumido ou armazenado.
Demanda contratada Teto de potência acordado Limite de kW contratado com a distribuidora para atender a operação.
Ponta e fora de ponta Janelas tarifárias Períodos em que a energia pode ser mais cara ou mais barata, conforme a modalidade tarifária.
SOC State of Charge Estado de carga da bateria. Indica quanto ainda há disponível no armazenamento.
EMS Energy Management System Sistema de gestão que decide quando carregar, descarregar e preservar reserva de energia.
 

O que é peak shaving e por que ele economiza?

Peak shaving é a estratégia de reduzir os picos de potência usando energia das baterias no momento em que as cargas tentam exigir mais da rede. Em vez de a instalação solicitar toda a potência da concessionária, o Evergrid injeta parte dessa energia a partir do banco de baterias, mantendo a demanda registrada dentro de um limite definido.

Na prática, se uma fábrica atinge picos de 450 kW, mas deseja manter a demanda em 300 kW, o Evergrid pode complementar a diferença durante o evento de pico. Isso reduz a potência vista pela distribuidora e ajuda a controlar a parcela de demanda da fatura.

Como funciona na prática

1. Medição

O sistema acompanha continuamente o consumo da instalação em tempo real.

2. Setpoint

Define-se um limite de demanda, por exemplo, 300 kW.

3. Descarga

Quando o consumo tenta ultrapassar o limite, o Evergrid injeta potência para “podar” o pico.

4. Recarga

Depois, o sistema recarrega em horários mais favoráveis, sem ultrapassar a demanda definida.

Exemplo numérico simples

ParâmetroValorInterpretação
Pico atual observado 450 kW Potência máxima exigida pela operação em determinado período.
Novo limite de demanda 300 kW Setpoint definido para reduzir a demanda registrada.
Diferença atendida pelo BESS 150 kW Potência fornecida pelo Evergrid durante o pico.
Duração média do pico 1 hora por dia útil Base conservadora para estimativa mensal.
Energia diária deslocada 150 kWh/dia Resultado de 150 kW × 1 hora.
Energia mensal deslocada 3.300 kWh/mês Considerando 22 dias úteis de operação.

O ganho financeiro pode vir de duas frentes: redução da tarifa de demanda, por evitar registros de pico elevados, e arbitragem energética, quando o sistema carrega em horários mais baratos e utiliza a energia armazenada em períodos mais caros.

 

Backup e continuidade em horários críticos

Além de reduzir picos, o Evergrid pode atuar como backup programável para cargas críticas. Em janelas caras, instáveis ou sujeitas a interrupções, o sistema ajuda a manter a operação ativa, reduzindo riscos de perda de produto, parada de processo e falhas em equipamentos de controle.

Automação e controle

Pode sustentar CLPs, IHMs, servidores, balanças e sistemas de controle de qualidade, evitando paradas indesejadas.

Partidas de motores

Ajuda a aliviar a rede durante partidas, reduzindo afundamentos de tensão que podem prejudicar equipamentos sensíveis.

Fontes integradas

Quando configurado, pode trabalhar com rede, gerador e solar, favorecendo transições mais estáveis entre fontes.

Na prática

O Evergrid pode funcionar como um gerador silencioso e instantâneo para cargas estratégicas, entregando energia armazenada sem depender de acionamentos manuais, combustível ou partida mecânica no momento crítico.

 

Como o Evergrid faz tudo isso

O Evergrid combina baterias LiFePO4, inversor bidirecional, comunicações industriais e um EMS responsável por coordenar estratégias como peak shaving, backup, arbitragem energética e integração com fontes como solar e gerador.

Baterias LiFePO4

Química de lítio-ferro-fosfato, reconhecida pela estabilidade térmica, segurança e boa adequação a regimes de carga e descarga.

Inversor bidirecional

Permite carregar as baterias e também entregar energia para a instalação conforme a estratégia definida.

BMS integrado

Monitora parâmetros das baterias, como tensão, corrente, temperatura e condições de operação.

Comunicação industrial

Pode utilizar interfaces como CAN, RS-485 e Ethernet, conforme a arquitetura de integração do projeto.

Modularidade

A arquitetura permite ampliar potência e energia conforme a demanda da operação cresce.

Robustez

A proposta é atender ambientes agroindustriais e industriais, incluindo aplicações com poeira, umidade e maior exigência operacional.

 

Impacto real em agroindústrias e operações críticas

O potencial de economia e segurança operacional depende do perfil de carga de cada instalação. Ainda assim, alguns cenários são comuns em operações de campo, agroindústria e indústria.

Laticínios e frigoríficos

Compressores, chillers e sistemas de refrigeração podem gerar picos de 15 a 30 minutos. O Evergrid ajuda a limitar a demanda vista pela rede e pode manter cargas críticas operando em falhas de fornecimento.

Silos e secagem de grãos

Ventiladores, aquecedores e motores acionados simultaneamente podem formar picos expressivos. O BESS suaviza a curva enquanto a rede enxerga um perfil mais controlado.

Bombas de irrigação

Em períodos de safra, quedas e tarifas elevadas podem afetar ciclos críticos. O sistema ajuda a deslocar energia para horários mais adequados e sustentar cargas prioritárias.

Câmaras frias e logística

Microinterrupções podem gerar prejuízos em produtos sensíveis. O backup inteligente reduz riscos de descongelamento, falhas de automação e perda de rastreabilidade.

 

Passo a passo para um dimensionamento básico

O dimensionamento de um BESS deve considerar a potência necessária, a energia útil desejada, a autonomia de backup, os picos de demanda e a estratégia de operação. Abaixo está uma sequência simplificada para uma primeira estimativa.

EtapaO que avaliarExemplo prático
1. Cargas críticas Identificar o que não pode parar. TI, automação, compressores essenciais e controle de processo.
2. Potência Somar a potência das cargas prioritárias. 85 kW de cargas críticas.
3. Autonomia Definir por quanto tempo sustentar a carga. 2 horas de autonomia.
4. Energia útil Multiplicar potência por tempo. 85 kW × 2 h = 170 kWh.
5. Folga operacional Aplicar margem para operação segura. 170 kWh × 1,2 = 204 kWh.
6. Expansibilidade Planejar crescimento futuro. Prever paralelismo e ampliação conforme produção ou safra.

Exemplo alternativo por demanda

Se a operação gera pico de 420 kW por aproximadamente 45 minutos e o objetivo é limitar a demanda em 300 kW, o sistema precisa fornecer cerca de 120 kW por 0,75 hora, resultando em aproximadamente 90 kWh por evento. Em 22 dias úteis, isso representa 1.980 kWh/mês deslocados.

 

Integração com solar e geradores

O Evergrid também pode ser integrado a outras fontes de energia para ampliar a eficiência da operação. A estratégia depende do perfil de consumo, da disponibilidade de geração local e dos horários de maior custo ou risco operacional.

Solar fotovoltaico

O BESS pode armazenar excedentes em momentos de maior geração e utilizar essa energia em horários de ponta ou baixa geração.

Geradores

O sistema ajuda a amortecer variações rápidas de carga, favorecendo operação mais estável do gerador e reduzindo partidas desnecessárias.

Arbitragem energética

O sistema pode carregar em horários de energia mais barata e descarregar quando o custo do kWh é maior, respeitando os limites operacionais definidos.

Analogia

Com rede, solar, gerador e baterias integrados, o sistema passa a funcionar como um “Waze da energia”: escolhe o melhor caminho entre fonte, horário e necessidade operacional para reduzir custos e preservar continuidade.

 

ROI: onde está o retorno

O retorno de um sistema de armazenamento de energia não deve ser analisado apenas pelo custo do equipamento. Em aplicações industriais e agroindustriais, o impacto financeiro pode estar em diferentes frentes da operação.

Redução de demanda

Controlar picos pode reduzir a parcela de demanda da fatura.

Energia deslocada

Carregar em horários mais baratos e descarregar em períodos caros melhora o custo médio do kWh.

Paradas evitadas

Evitar falhas em câmaras frias, linhas de produção ou automação pode representar economia significativa.

Menos uso de gerador

Menos horas de gerador podem significar redução de combustível, manutenção e desgaste mecânico.

Dica técnica

A melhor forma de estimar o retorno é partir de dados reais de medição, preferencialmente em intervalos de 15 minutos. Com esse histórico, é possível simular o perfil de carga e quantificar o potencial de saving por peak shaving, backup e arbitragem energética.

 

Boas práticas de operação

Metas claras

Defina o setpoint de demanda e revise a estratégia conforme variações de produção, safra e turnos.

SOC mínimo

Preserve reserva de energia para backup durante janelas críticas.

Monitoramento

Acompanhe temperatura, ciclos, alarmes do BMS e comportamento da carga.

Regras atualizadas

Mantenha as regras do EMS alinhadas ao perfil de operação, principalmente em períodos de safra e entressafra.

 

Glossário técnico

Fator de potência

Relação entre potência ativa e potência aparente. Valores baixos indicam maior presença de energia reativa, comum em motores e transformadores.

SOC

Estado de carga da bateria, apresentado em percentual. Indica quanto de energia ainda está disponível.

DOD

Profundidade de descarga. Indica a fração da capacidade da bateria utilizada em cada ciclo.

Perfil de carga

Variação da potência ao longo do dia ou do mês. É usado para identificar picos, vales e oportunidades de otimização.

EMS

Sistema de gestão de energia que coordena carga, descarga, fontes disponíveis e estratégias como peak shaving e arbitragem.

No-break ou UPS

Sistema de alimentação ininterrupta que evita a queda de cargas críticas durante falhas ou oscilações no fornecimento.

 

Síntese final

Autonomia energética não é luxo: é estratégia operacional. Ao reduzir picos de demanda por meio de peak shaving e fornecer backup inteligente para cargas críticas, o Evergrid ajuda a diminuir custos, aumentar a confiabilidade e tornar a operação mais previsível.

No campo e na indústria, isso significa menos perdas, maior controle sobre a fatura e mais segurança para manter processos críticos funcionando durante todo o ano.

Quer estimar a economia no seu caso?

Envie sua última fatura de energia, o histórico de medição em intervalos de 15 minutos e os horários críticos da sua operação. Com esses dados, é possível realizar uma pré-simulação para avaliar o potencial de economia com peak shaving, backup e gestão inteligente de energia.

PERGUNTAS FREQUENTES

Sim. O Evergrid foi pensado para modularidade, permitindo iniciar com uma configuração adequada à demanda atual e ampliar conforme a necessidade de energia, potência ou autonomia.
O EMS pode priorizar a segurança da operação, carregando em horários fora de ponta e preservando SOC de reserva para janelas críticas. Quando previsto no projeto, o sistema também pode operar em conjunto com gerador.
Sim. LiFePO4 é uma das químicas de íon-lítio mais estáveis. Além disso, o BMS monitora e protege o banco contra condições inadequadas de operação, como sobretensão, sobrecorrente e temperatura elevada.
Não necessariamente. A integração deve ser definida por engenharia, avaliando o melhor ponto de acoplamento, como frente de medição, QGBT ou barramentos específicos, sempre com as proteções adequadas.
Quando aplicável ao projeto e à configuração do inversor, pode haver controle de reativos para auxiliar no gerenciamento do fator de potência, conforme os requisitos da instalação.
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